Foi com grande surpresa que chegou ao nosso conhecimento, o lançamento da nova campanha da Polícia Judiciária “Ódio online, mata offline”, no âmbito do Plano de Ação de Prevenção da Radicalização e dos Extremismos Violentos e do Recrutamento para o Terrorismo (PAPREVRT).

A nossa surpresa relaciona-se com a faixa etária dos visados pela campanha, assim como pelo conteúdo da mesma.
As declarações da PJ apontam para uma campanha orientada para os jovens e visando sobretudo conteúdos de “ódio”, concretizando tal ódio em retórica condenatória de “diferenças religiosas, de género, de orientação sexual e políticas”.
A prioridade a temas relacionados com ‘diversidade e inclusão’ não é inocente nem técnica. A Polícia Judiciária opta aqui, evidentemente, por uma politização da sua atuação, dando prioridade a temas de eleição da extrema-esquerda radical e totalitária.

Dado que em Portugal, os jovens do sexo masculino tendem a votar mais à direita e as jovens do sexo feminino mais à esquerda, é indubitável que uma campanha destinada a defender a ‘diversidade e inclusão’ acabará por ter um impacto desproporcional em rapazes. https://www.publico.pt/2024/07/28/p3/noticia/valores-portugal-rapazes-votam-direita-raparigas-esquerda-2097709
De facto, a definição de “crimes de ódio” é, ela própria, arbitrária e parcial pois não engloba preocupações normativas de Direita mas apenas exclusivamente de Esquerda. https://www.policiajudiciaria.pt/crimes-de-odio-denuncie/

O impacto da campanha da PJ não poderá senão estigmatizar os jovens do sexo masculino e contribuir para um clima de tensão política na juventude, para nem mencionar constituir uma ingerência política lesiva da cooperação institucional e da integridade do processo democrático.

Os propósitos da campanha são tanto mais incompreensíveis, tendo em conta que a realidade contemporânea não justifica, de todo, um enfoque em jovens de Direita.

De acordo com o Terrorism Situation and Trend Report (TE-SAT) da EUROPOL de 2022, por exemplo, os ataques terroristas de índole esquerdista e anarquista são 800% mais comuns que ataques islamistas e 1600% mais comuns que ataques de extrema-direita. Por outras palavras, a promoção de temas de ‘diversidade e inclusão’ incita mais violência do que visões críticas dos mesmos.
Na Europa e em Portugal, a tendência geral é para a profusão de grupos de terroristas de Esquerda e não de Direita. O único grupo terrorista activo em Portugal, desde 1974, foram as FP-25 e as acções violentas de cariz político actuais como os da Climáximo, são perpetradas em nome de ideais de Esquerda e com uma militância desproporcionalmente feminina, impactando inclusive o actual Primeiro Ministro. Temas de  ‘diversidade e inclusão’ e militância feminina inspiram, aliás e de forma profunda, as acções da Climáximo: https://arquivo.climaximo.pt/tag/feminismo/

Na Europa, grupos como a Antifa são dos mais prevalentes em actos terroristas e de violência política. Recentemente, a eurodeputada italiana Ilaria Salis viu-se acusada de agressão física agravada por colaborar com o grupo terrorista Hammerbande, por exemplo, e o Parlamento Europeu recusou levantar-lhe a imunidade para que enfrentasse a Justiça. Fenómenos como a vandalização de stands da Tesla, em 2025, constituíram actos de grupos de ideologia esquerdista e com apoio público, desproporcionalmente feminino.

Para oferecer outro exemplo, o lançamento da campanha da PJ chegou ao nosso conhecimento através da publicação Expresso: https://expresso.pt/sociedade/2026-01-13-odio-online-mata-offline-pj-lanca-campanha-para-combater-radicalizacao-online-de-jovens-c2e058f3. Este mesmo jornal não se coíbe de publicar apelos ao vandalismo e extorsão em nome de ideais políticos de Esquerda: https://expresso.pt/opiniao/2020-08-03-O-racismo-mata–Deixe-ja

A PJ alguma vez investigou o Expresso ou Carmo Afonso por incitamento à violência e promoção de terrorismo?

É também do conhecimento comum, que o partido político que mais ameaças de morte enfrenta e actos de violência e intimidação política sofre, é o partido CHEGA!. Uma vez mais, um partido maioritariamente masculino e de meia-idade, sendo alvo de ameaças oriundas de sectores ideológicos desproporcionalmente femininos.

Um dos fenómenos mais insidiosos e subversivos na actualidade é a tendência de promoção da ideologia totalitária e extremista da interseccionalidade, nas escolas e universidades portuguesas. Graças a uma atuação cúmplice de professores e psicólogos, vários jovens portugueses são levados à auto-mutilação genital, com sequelas fisiológicas e psicológicas gravíssimas. Reiteramos que de acordo com testemunhos, esta endoutrinação tem origem, maioritariamente, numa faixa feminina e de meia idade.

Na sequência da ausência de resposta ao pedido de contacto com a PJ, apenas podemos concluir que a Direcção da Polícia Judiciária está ciente do viés ideológico da sua atuação e é cúmplice no mesmo, atitude agravada por tão pouco atribuir importância ao factual efeito contraproducente que tal campanha terá na sociedade portuguesa.

Pelo exposto, denunciamos a politização da PJ e condenamos uma campanha de propaganda que servirá apenas o propósito de branquear a origem e natureza do real extremismo político em Portugal.
Vemos ainda com extrema preocupação a elevação do Director da PJ Luís Neves a Ministro da Administração Interna, pois tendo ele sido responsável pela concepção da nefasta campanha visada, apenas podemos extrapolar que, munido de meios ministeriais, o novo MAI exacerbará a politização das forças de segurança, a perseguição enviesada e descabida a actores políticos de Direita, o desperdício de recursos escassos em iniciativas estéreis, e será responsável por um aumento do extremismo político na sociedade portuguesa combinado com a instauração de um ambiente totalitário manipulador da opinião pública, pelo governo PSD/CDS liderado por Luís Montenegro.
Instituto Trezeno
Associação da Família Conservadora

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