Exmos. Senhores Eurodeputados,

Na quinta-feira, 21 de Maio, o Parlamento Europeu vai votar a proposta de actualização da Directiva relativa aos Direitos das Vítimas. Embora o objectivo de reforçar a protecção das vítimas de crime seja louvável, o texto inclui referências explícitas ao “acesso ao aborto” e a “serviços de saúde sexual e reprodutiva” como parte dos direitos vinculativos a nível europeu.

Esta inclusão é profundamente problemática por várias razões:

Apelamos aos Senhores Eurodeputados para que, na votação de quinta-feira, rejeitem qualquer referência ao aborto ou aos “serviços de saúde sexual e reprodutiva” que pretenda transformar esta matéria em norma europeia obrigatória. Protejam a vida humana desde a concepção, respeitem a diversidade de visões dos Estados-membros e concentrem-se no que deve ser o verdadeiro objectivo desta Directiva: proteger as vítimas sem instrumentalizar a tragédia para avançar agendas ideológicas.

A vida humana não é negociável. O respeito pela dignidade de todo o ser humano, nascido e por nascer, deve continuar a ser o fundamento da Europa.

 

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